Poesias vermelhas na Terra Azul.
Secretos Códigos.
Quem era azul
lia coisas de amor em versos
publicados,
se azulava enquanto lia em um
parque azul
Na terra azul poesias vermelhas.
Códigos secretos.
Quem era vermelho
lia coisas da guerra em versos espelho,
se guerra se avermelha
A bomba avermelharia o espaço
e a economia.
O azulado não tem chance,
nem à distância saberia.
Átomos vermelhos em breve
ameaçando
as cidades azuis
e todo aquele azul aço
Mas era preciso antes do fim
o fim de um camarada.
Um vermelho que poderia se azular
ou já se azulara.
Sem chance de riscos,
um tiro à curta distância.
Pouco vermelho derramado
no concreto azul
Mas na verdade o sangue vermelho
a ser derramado era do próprio camarada Anail vermelho
que lia o livro vermelho,
que não se acalmaria,
que tampouco se azularia,
que tão pouco se avermelharia,
que fugiria e amarelaria?
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